sábado, 28 de novembro de 2015

Escolhi o bem. Escondi o mal.
Tenho saudades de ser pequeno

quinta-feira, 19 de março de 2015


E de repente percebes que estás a perder o melhor da vida dela. O tempo em que dança e imagina tudo e ainda não tem escola. O tempo onde nada nem ninguem é tão mais importante na sua vida que tu. Este tempo passa e tu não estás. E hoje que me apercebo e vejo com os meus olhos uma casa que nunca será a minha. Uma cama que nunca será minha. Uma luz e uns estores que não tapam o meu sol. É hoje que me apercebo que nada vale a pena. Nem estar, nem não estar. Estou fodido e cansado. De tudo. Menos dela que cresce e não a vejo crescer...

quarta-feira, 4 de março de 2015

low energy. high performer.


Não fazer nada é ter tempo para pensar que assim estou melhor do que os sempre a correr enriquecidos. Hoje Lisboa, amanha Madrid, depois Cabo Verde, "next week" Miami... Sorrio e penso para mim mesmo, vou comprar um pau de selfie da melhor marca para me chicotear... Não suporto jovens dinâmicos. Tenho saudades de tocar piano com o som das crianças a brincar em espanhol lá fora.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015


Está mais sózinho que os Homens sós. Como aqueles que desistiram para ser mais felizes...
o tempo
cruel amigo      
do 
risco
tudo te levará
o tempo 
fiel amigo 
da incerteza 
nada te deixará
E aqui está, sózinho como a chuva que se ouve ao acordar. Uma mão fria que agarro. Um bom coração. 
E aqui estás, sózinho como o frio que sentes quando conduzes rumo a uma casa cheia de cor e silêncios.
O tempo nada te trouxe. 
O tempo nada me trouxe.
O tempo nada traz. Só a paz de saber que decidiste mudar. Resfriar. Depois de tudo e se houver algum Deus terás de novo uma mão para agarrar. Hoje aqui estás de novo.
Sózinho como uma foto que envelhece numa moldura barata.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Eu falo. Tu falas. Ganhamos os dois



Deito-a tarde. Corri sem parar para começar de novo a sentir-me eu. Acordei com ela ao longe a dizer que queria dar-me um beijo. Beijou-me. Vi-a dançar e a rir com a mãe do seu pai. Saimos um pouco sem plano conversado. Conversámos sobre os filmes que não viste. Falo-te dos filmes que ainda existem em mim. Ela dorme. De quatro em quatro horas acordo. Mão na testa. Tapo-te melhor. Suspiro de conforto. Tu suspiras. Eu deito-me. Maldita insónia. Maldito sono que só vem em más alturas. Penso para comigo nas datas. Penso para mim aquilo que era lógico fazer. Penso tanto que não durmo. Não quero nada. Só me quero a mim. Ela sou eu, o resto não é e nunca mais vai ser. Maldita insónia. Numeros vermelhos que de minuto em minuto mudam. Maldito tempo que não paras. Seco o cabelo. Tenho cabelos brancos. Olho-me demasiado. Maldita insónia. Quero uma televisão  branca para pendurar no meu quarto. Talvez assim durma. Adormeci mil vezes a ouvir o Disintegration. Não quero. Não quero. Não posso querer.
Hoje corri sem parar para começar de novo a sentir-me eu.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Não queria ir amanhã. Não pediste que fosse. Pediste-me que te trouxera. Tens 4 anos. Que se foda Madrid.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

S de Saída....