sexta-feira, 17 de junho de 2011

o que me traz aqui. nada. quase tudo


nada de mais. poderá ser isso. a não ser o facto de te ver nesta foto e ter uma vontade tremenda de estar ao teu lado. nao ter mais nada para fazer hoje e deixar-me levar por ti e pelas gargalhadas que soltamos ao ver tv numa sexta pela noite. eu e tu e o nevoeiro ligeiro que paira no ar da sala. e eu e tu e ela dormir ao longe e a sua imagem linda em tons esverdeados, quase cinza. O que me traz aqui? nada de mais, talvez a saudade. ou essa palavra maravilha que existe em 2 linguas. O que me traz aqui? talvez o facto de não ter-te falado enquanto dormia. lá fora existe uma cidade mas o cansaço é forte e a fome é muita. tanta que nao me apetece levantar para ir comer ou correr, nada apenas nada. é bom não ter nada. é bom não ter nada para fazer. Porque regresso aqui? por nada, por não ter nada para fazer. porque tenho-te muito para dizer. e porque aperta o coração quando me lembro de ti. muito. muito pequeno. muito encolhido. muito apertado. muito meu amor. muito. porque regresso aqui? porque há uma foto que não deixo de olhar. o que és tu? sou um caracol que se deixa levar num dia sem muito, ou quase nada para fazer. eu e tu. tu e eu e o suave toque. "gostava que este caracol miasse". gostava que pudesse falar contigo mais. gostava de ter o teu cheiro ao meu lado. gostava de te ter ao meu lado. lado direito. lado esquerdo. on the top, behind, beyond..... adiante. eu e tu, até já. brevemente. por breves momentos já sei porque regresei aqui. por ti.

sexta-feira, 4 de março de 2011

um, dois. . . quatro olhos



You became light, the real meaning of my life
And then we said – yes- the right time to make a change
you don't need to understand, just do something else...
I don't know if we'll be there
We can turn our lives around; we'll do something else
and when we're old
don’t feel sad
cause when we die, we will lie
Full of colours...
While you said yes
I will give you all my life, oh….
And if you despair,
Just don't ask me to deny our love
It's easy to understand, try a different view
See the line outside of you
You can turn my life around
With something else,
I will die if you say no
It will be the time
Welcome to my world
this will be the time
Welcome to my world
once in a lifetime
Welcome to my world
this will be the time
If you’re lost, sometimes we all feel down
Explode your love your feet will never, ever, touch the ground…

e é esta foto que me embala por hoje. aqui longe de voces. numa cidade fria. distante de voces. as duas. as minhas duas. as minhas. tão minhas. tão teu. se adormecer com 4 lindos olhos em frente a mim me tranquiliza. sim tranquilamente adormeço-me.
fazem-me falta
nuno

quarta-feira, 2 de março de 2011

OBRIGADO.

mi corazon late con certezas (cause the beat will change your life...)
me gusta lo que leo en otros blogs.
me gusta cada vez mas y mas. y mas y mas. y eso que lo he escuchado insaciables veces. probablemente tantas como tu. y hasta puede que mas. ya sabes...in repeat. sobretodo en tantos dias de ausencias.
lo escucho como otra fan cualquiera, aunque tenga en el ordenador desde las maquetas hasta el master.
cada dia una.
es tan buena la sensacion. es tan intensa. haber vivido a tu lado observando todo tu trabajo. todo el esfuerzo que has hecho. tantas lagrimas. tantos momentos de desesperacion. ganas de mandar todo a la mierda.... pero no hacerlo.
porque asi eres tu. persigues lo que quieres, lo que deseas. y en consecuencia lo consigues. a base de dejarte la piel si hace falta.
eso es porque eres y siempre seras un soñador (aunque te de miedo soñar).
eres muy valiente. y tienes una fuerza descomunal, tiras de los demas y de ti mismo.
has arriesgado, te has tirado a la piscina, que digo piscina, al oceano.... has seguido lo que te decia tu corazon. veo en tu musica un nuno maduro. un nuno inteligente. sensible. capaz de reinventarse y llenar un cuarto negro de color. de luz.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

entre madrid e londres


entre mim e ti. um céu com um rasgo de luz laranja. entre mim e ti há uma palavra em português e quatro em espanhol. entre mim e ti há uma vontade tremenda que termine este passo importante, talvez o mais importante. entre mim e ti há um sorriso lindo e umas gargalhadas que começam a surgir. há um nome com o meu e o teu juntos. entre mim e ti há um reavivar de memórias. estarei sempre aqui. entre mim e ti há uma palavra em português e quatro em espanhol. entre mim e ti há uma palavra que é unica. entre mim e ti existe amor. uma palavra apenas. entre mim e ti existe um piano que toca para ti. entre mim e ti há uma sala com um sofá vermelho. entre mim e ti há dois países, hoje três. entre mim e ti não existem fronteiras, nem portas de embarque, nem controlo de passaportes. entre mim e ti existe um ser que mia pelas manhas e noites e que quer atenção e que precisa que o mimes. entre mim e ti há uma palavra em português e quatro em espanhol. entre mim e ti existe mais que um festival de cores e musica alta e uma festa tradicional quase familiar. entre mim e ti não existe mais nada que o nosso amor. uma palavra apenas, amor. entre mim e ti há uma palavra em português e quatro em espanhol. saudades, te echo de menos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

o regresso menos esperado

nunca pensei que regressar pudesse ser tão dificil. escrever requer prática. e eu que tenho tudo menos vontade de praticar. pratico.me sempre que posso. corro até suar imenso. fico um pouco maior. é assim que me defino. tentar sempre ser maioir. a correr, a escrever, a compor. lá fora está um frio tremendo e eu cá dentro penso naquilo que me falta. faltam 100 metros nuno.... obrigado bonito luis. .. . . ... . . ... falta pouco. as costas estao suadas, desconfortaveis. sao 4 da manha e pensar que nun sabado normal seria ainda tão cedo para regressar. regressar à terra mãe. evasão. tenho saudaes das minhas caras por perto. tenho saudades dos sorrisos e das gargalhadas e das lágrimas por dentro que choro quando estou com os meus. tenho saudades dos meus. os meus e os teus..... nunca pensei poder voltar aqui com tamanha desilusão. tamanha frustração. tamanha vontade de desaparecer. um, dois desapareço.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

tenho saudades vossas


tenho sim. porque sempre fui o tipico atipico ligado às séries. aquilo que eles me falavam há uma série de anos atrás. eu não ligava, mas sabia que de alguma forma poderia ligar. e liguei, e liguei-me por completo. não queria piratas porque para piratas já chegavam os da ilha, ou uma espécie disso. queria tudo bonito, oficial, com boa imagem, melhor som. fui-me deixando entrar. na maneira soberba como está pensada e realizada e interpretada. ontem que terminei, tenho saudades. fez parte da minha vida durante muito tempo. horas atrás de horas que no mesmo sofá, sempre no mesmo sofá, sempre contigo ao meu lado, sempre com as horas atrás de horas a passar. passámos muito tempo juntos. a série e nós. hoje oiço os simples acordes do piano e a simples melodia que diz tanto. uma imagem vale mais que mil palavras, um som vale mais que mil imagens, e é isso que significa uma música de um filme. significar mais que o proprio filme, ou poder viver para além dele. a musica que nos transporta para a dor da perda de um cercano. hoje que terminei, que terminámos, tenho saudades, já tinha dito antes, será porque tenho realmente suadades, já o tinha dito antes duas ou três vezes... porque há coisas que fazem parte de nós. eles são nossos amigos, fazem parte de nós. não quero bastidores, não quero saber que existem para além daquela cara, daquela voz, daqueles olhos. tudo genialmente escrito, pensado, actualizado, retratado, pesquisado. um trabalho notável. uma experiência notável. lost é mais que uma série, é algo mais sério, é o vazio de muitas vidas que apesar de estarem cheias de vida, cheias de vidas continuam ocas, vazias, internamente frágeis. lost é mais que uma série, é uma maneira de dizer que nunca se está realmente bem. há sempre algo que não temos, quem sabe que não existe. lost é mais que uma série de tv, é cinema em estado puro. é cinema em 5D, onde todos os sentidos ficam em alerta. lost é mais que uma série, é um puro retrato de quem somos, o que queremos, o que queremos ser e o que podemos ser. lost é uma lição de vida. lost é um sonho. lost é a prova que a realidade está de mão dada com aquilo que nao sabemos ao certo se é ou não real. a música soa ao fundo, as minhas teclas descansam e oiço de novo os acordes mágicos, tão mágicos que quero mesmo deixar de escrever, para que me deixe ser invadido pela música, pela ilha, pelo mar, por tudo o que me deu, nos deu. adeus.

domingo, 19 de setembro de 2010

Mãos ao ar. rendo-me. Foste à guerra? Tiveste medo? rendo-me


a ti e a mim. rendo-me ao que temos. e o que temos é melhor que tudo o que alguma vez quis ter. só pode ser como as belas canções que ouvimos em repeat. aqui dentro de mim não existe vontade de fazer nada, agora nada. depois se vê. aqui não à nada à espera. as letras estão a sair de mim aos poucos, como aquele dia que te dei de beber por um saco de plástico, pequeno, com um ligeiro corte na ponta. assim tal como nos primeiros dias da tua vida, pudeste beber. assim de simples, assim de primitivo, arcaico. aqui estão as minhas forças. a serem aproveitadas para teclar letras um tanto ou quanto com força e sem direção anunciada. as memórias que por aqui andam. as letras saem a conta gotas porque na minha cabeça não há nada nem ninguém que eu queira agradar, apenas descarregar o que sinto. aqui contrario-me. aqui não há musicas de outros nem coisas que queria ter feito. aqui há eu. aqui existo eu. e tu. e ela que chegará pela luz do dia e abraçará em breve os nossos dedos. depois as nossas mãos, braços, costas, corpo. aqui estaremos só os dois, com aquilo que temos, que é melhor do que alguma vez quis ter, sonhei ter. a vida aqui é diferente. não é pior. é diferente. ainda me habituo à lingua, ao que quero fazer. primavera. se algum dia alguem me ler com atenção perceberá que tudo tem data e dia e hora marcada. eu e tu. nós e ela. acredita. agora rendo-me à voz do david sylvian. e quando ouvi isto ao final da tarde a dormir, a deixar que o meu cansaço se apoderasse dos meus olhos. o claro cansaço. o desejo. o corpo a morrer depois de ter explodido. o cheiro da casa pelo verão. aquele verão que não me lembro bem de que ano foi. aí não pensava em nada mais. apenas em mim. hoje penso em tudo, em todos menos em mim. é como se não houvesse eu. o eu somos nós. o eu quer ser mais que um simples corpo, egoista e com fome de vida. vivi. descobri. caí. jºa fui de cool por aí. estou aqui. aqui estás tu. e sempre estarás tu. eu e tu. e ela. e ele que é mais pequeno que ela. e o nosso piano que ainda precisa de ser mais tocado. eu toco-te. hoje é setembro. hoje domingo de setembro, rendo-me a ti. rendo-me a nós.