voltar aqui. . . voltar aqui é estranho. sentir a vontade de voltar aqui é bom. voltar aqui é estranho mas já que aqui estou toca a desfrutar. desfrutar de poder escutar musica e guardar dentro de mim a vontade de ta enviar. ou de te falar dela daqui a uns tempos. voltar aqui é estranho mas é uma parte de mim que me traz de novo a estas palavras. a estas memórias, a esta vontade de te dizer coisas memso não estando ao teu lado, memso nao vendo os teus olhos... voltar aqui contigo em mente é dos melhores exercicios que posso fazer. limpar a cabeça de coisas más e ficar com as boas, como o album de fotos que está inacabado. o album de memorias que lá ao longe são tão bonitas. as memórias de aqui perto estão turvas, indelicadas, indefinidas. voltar aqui é estranho mas acaba por ser das melhores sensações do mundo. como quando enviava cartas de amor e ficava à espera e a perceber se tinham ou não sido lidas. enviei cartas de amor quando tinha 14 anos. escrevia uma por dia. mas depois acabou. o meu amor seguiu mas o dela não. o tempo nunca mais foi o mesmo e a distancia matou e apagou as letras, as cassetes, as cartas. hoje as cartas não se querem destruidas. ficam aqui, para sempre, e os videos tambem. e as palavras essas mantem.se estáticas, puras, emotivas. penso em ti e se algum dia irás ler isto que escrevo. como uma carta de amor. lisboa, terça feira 19:17, oiço o bill fay e penso no tempo que quero que acabe e que não destrua as palavras. já agora, que se complete o album que está por acabar. . . . .
terça-feira, 5 de março de 2013
quinta-feira, 3 de maio de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Mais que um diário.
Mensagem
recebida.
Janita
– the naked souls – sleep vejo vezes sem conta que não aguento com tamanha
emoção.
Sorrio.
Lembro.me do vídeo, tranposto.me para aquela altura. Era verão. Acho eu. Ou
serão as minhas memórias que sempre são transpostas
para o verão. Lembro.me do vídeo, lembro.me do final. No final até voas,
lembro.me de lhe mostrar a música sentados no balcão da minha sala grande.
Espera, espera, é agora, e chega o auge. Até voas. Ena Nuno isto é muito forte.
Mensagem
recebida
Janita
A partir dos 4;51 perco-me
Oiço
de novo, 4:51 e perco.me também. Semana de férias. Decido que o Post se chamará
Post. Muito mais que um diário, muito menos que uma rádio. Viagem a Lisboa com percussões
de Indonésia em mente. Há muito que queria experimentar.
Antes
de sair estaria em Itália um jovem de 25 anos a preparar-se para mais um jogo.
Um jogo de futebol. Correr até mesmo quando o coração para. É uma imagem
fortíssima. Não queria ver. Perdoa-me por ter visto. Mais tarde o Pedro
avisa.me. Morreu em campo. Não quero ver as imagens. Não quero. Não quero. Não
queria. Não queria. Não queria nada ver. Perdoa-me por ter visto o teu ultimo
fôlego, a tua ultima luta. Mesmo com o teu coração a morrer aos poucos não desiste
de correr. Será esta a imagem do atleta moderno. A velha imagem grega de
contemplação pelo corpo troca-se hoje em dia pela cada vez mais usual imagem da
luta em campo contra a própria vida. O coração para eu continuo a correr, até
que as pernas não sintam mais o estimulo. Perdoa.me por ter visto o teu último
fôlego. Que agora descanses em paz. Perdoa.me mesmo que nunca te tenha ouvido
falar. Perdoa.me mesmo que nunca tenha ouvido falar de ti. Perdoa-me por ter-te
visto apenas e só na tua ultima grande luta. A ultima grande Victoria frações
de segundo antes da tua ultima e triste derrota.
Perdoa.me
mama por não estar aí. Perdoa-me as lágrimas que choras pela minha ausência.
Perdoa-me não ter ficado um dia mais, umas horas, nem tinham que ser 24 horas.
Perdoa-me estar longe nos dias que mais querias que estivesse perto. Perdoa-me,
não fiz por mal, queríamos todos estar aí. Queríamos mesmo do fundo do coração.
Perdoa-me mama. Parabéns. Que para o ano te façamos uma festa e que as lágrimas
sejam sorrisos, gargalhadas, brindes com champanhe com rótulo francês. Uma sala
espaçosa colorida com flores. E que a tua neta esteja ao teu colo ou a correr
atrás de ti. Perdoa.me. Perdoa-me mama. Não fiz por mal.
Mal
de nós que não sintamos amor. Isso sim é um problema. Mal de nós que não nos
riamos com os nossos nomes. Mal de nós que não choremos os dois quando te conto
as minhas memórias mais pessoais e tristes. Mal de nós que não nos abracemos
quando entra um golo. Mal de nós que não nos abracemos e que não estejamos ao
lado um do outro quando mais necessitamos. Um teatro sobre caracóis. Os três.
Eu Tu e ela. Apenas nós. Um pequeno almoço a correr num sitio que gostava de
visitar mais vezes. Um amigo antigo perdido numa tribo. Um caracol solto num
palco. Ela é linda quando fica séria a olhar as luzes. Eu e Tu a olhar para
ela. Mais que o palco. Quem luz aqui é ela e nós somos ela. E nós somos isso
mesmo. Mal de nos que não haja amor.
A
partir dos 4:51 perco.me
Lembro.me
do calor de Alcobaça nessa altura. Tudo começava, sentia amor pela vida. Queria
dormir menos e viver mais. Jogava basket e ouvia a mesma cassete dos cure vezes
sem conta. Mergulhávamos nas piscinas uns dos outros e falávamos de música. Os
cure sempre lá estavam. Numa dessas tardes morreu alguém. foi em frente com o
seu carro. Mas isso agora não é importante. O importante é que o minuto 4:51
está a chegar. Perco.me. . .
domingo, 4 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
que seja sempre assim

e que a rotina seja a mesma. que o piano siga assim, aberto e a voar com as coisas que me saem da cabeça,impulsivamente. Que o piano reflexione quem somos, os tres. a sala a mesma, tu e o teu olhar que eu insisto em dizer que é unico e do mais sensivel que conheço. ela a dormir com a paz que nos transmite. a sala a mesma, o piano no sitio. a sala a mesma hoje com luzes a mais que dão luz a menos. viva o nosso natal ou aquilo que eu chamo um amor unico, incondicional.
domingo, 20 de novembro de 2011
que nunca te passe nada. . .

que nunca te passe nada. que nunca te passe nada. que sempre te possa proteger. mi preciosa niña. te amo tanto.
e desculpa a minha ausência por teimosia. bem sei que há mais mundo que umas musicas novas, e conceitos e ansiedade por não o fazer, agora, o melhor que possa... bem sei que precisas de mim. que precisam de mim. bem sei que preciso tanto de vocês. desculpa não planear-me melhor e poder estar a desfrutar de vocês todos os segundos que a vida me dá. desculpa-me. as duas, desculpem-me. porque todos os dias a dor de não te ver é maior do que a do dia passado e amanha sei que será ainda mais dura a dor de não vos ver, de não vos ter ao meu lado. e sofro, e tento esquecer a distância. e tento lembrar a proximidade do dia do regresso. o abraço, o sorriso e as lágrimas. não quero despedir-me nunca mais. desculpa-me não poder hoje ver.te a sorrir, ou passar com a minha mão pelo teu cabelo enquanto dormes, devagar pra que não sintas que estou ali, mas com a força precisa para que sintas ao mesmo tempo que estou ali. desculpa-me hoje não ter corrido contigo e pegar-te ao colo enquanto apontas um caminho sem coerência pra mim mas cheio de sentido para ti. desculpa-me hoje não ter ficado contigo no sofá enquanto no silêncio nos aproximavamos um do outro. eu de ti tu de mim. desculpa.me hoje não te ter dado a omão enaquanto diziamos sim ao domingo na terra seca mo meio da nossa ibéria. desculpa-me hoje ter sido mais dificil que ontem. desculpa-me não ter outra solução, mais perto, mais nossa, mais positiva. desculpa-me mundo por eu amar mais que nunca quem deve ser amada. desculpa-me amor que eu estou ausente mas presente em espirito, mesmo quando o meu espirito sofre por não conseguir ter calma para resolver um timbre, uma letra, um som, uma estrofe, um refrao, a distancia. desculpa-me hoje não te ter dito que tenho orgulho em ti e que avida, a tua vida hoje é um ponto de luz, forte, coerente, coesa, cintilante. se a vida terminasse amanha, eu nao aguentaria viver hoje. espero tanto por vocês. esperem por mim, prometo seguir assim, eternamente apaixonado, eternamente agradecido por ser tão feliz.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Eu e tu até ao fim. . .
porque na vida existe isto assim. Às vezes as costas viradas. ainda que unidos por um momento, uma vida, um disparo. As costas viradas não simbolizam nada. nem victorias nem derrotas. nem nada de trágico se avizinha. eu e tu? estaremos juntos até ao fim. e o nosso fim não dura um jogo de futebol, nem um campeonato, nem uma carreira, nem umas decadas. dura até ao dia que nós durarmos. eu e tu duramo-nos para sempre. com amor desde o nosso 8a, 3a, ou casa infinitamente inacabada. temos uma vida. mais que um lar. somos o ar que respiramos. Lá fora deixo as melodias de piano, a sala negra povoada com teclas a duas cores, preto e branco. trago-as na memória. trago-as comigo e elevo-as até ti. estás sempre aqui. tu e a tua pele e o teu cheiro e as tuas costas. tu e eu somos muito mais que umas costas voltadas, somos um corpo só, um erro só, uma vida só. eu e tu demo-nos uma vida e isso é a maior de todas as belezas. eu e tu juntos até ao fim. o nosso fim. eu e tu até ao fim das nossas vidas. até já, e ao longe imagino a melodia que não me sai da cabeça-- - - - - -eu e tu um só corpo. o nosso.
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