quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

entre madrid e londres


entre mim e ti. um céu com um rasgo de luz laranja. entre mim e ti há uma palavra em português e quatro em espanhol. entre mim e ti há uma vontade tremenda que termine este passo importante, talvez o mais importante. entre mim e ti há um sorriso lindo e umas gargalhadas que começam a surgir. há um nome com o meu e o teu juntos. entre mim e ti há um reavivar de memórias. estarei sempre aqui. entre mim e ti há uma palavra em português e quatro em espanhol. entre mim e ti há uma palavra que é unica. entre mim e ti existe amor. uma palavra apenas. entre mim e ti existe um piano que toca para ti. entre mim e ti há uma sala com um sofá vermelho. entre mim e ti há dois países, hoje três. entre mim e ti não existem fronteiras, nem portas de embarque, nem controlo de passaportes. entre mim e ti existe um ser que mia pelas manhas e noites e que quer atenção e que precisa que o mimes. entre mim e ti há uma palavra em português e quatro em espanhol. entre mim e ti existe mais que um festival de cores e musica alta e uma festa tradicional quase familiar. entre mim e ti não existe mais nada que o nosso amor. uma palavra apenas, amor. entre mim e ti há uma palavra em português e quatro em espanhol. saudades, te echo de menos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

o regresso menos esperado

nunca pensei que regressar pudesse ser tão dificil. escrever requer prática. e eu que tenho tudo menos vontade de praticar. pratico.me sempre que posso. corro até suar imenso. fico um pouco maior. é assim que me defino. tentar sempre ser maioir. a correr, a escrever, a compor. lá fora está um frio tremendo e eu cá dentro penso naquilo que me falta. faltam 100 metros nuno.... obrigado bonito luis. .. . . ... . . ... falta pouco. as costas estao suadas, desconfortaveis. sao 4 da manha e pensar que nun sabado normal seria ainda tão cedo para regressar. regressar à terra mãe. evasão. tenho saudaes das minhas caras por perto. tenho saudades dos sorrisos e das gargalhadas e das lágrimas por dentro que choro quando estou com os meus. tenho saudades dos meus. os meus e os teus..... nunca pensei poder voltar aqui com tamanha desilusão. tamanha frustração. tamanha vontade de desaparecer. um, dois desapareço.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

tenho saudades vossas


tenho sim. porque sempre fui o tipico atipico ligado às séries. aquilo que eles me falavam há uma série de anos atrás. eu não ligava, mas sabia que de alguma forma poderia ligar. e liguei, e liguei-me por completo. não queria piratas porque para piratas já chegavam os da ilha, ou uma espécie disso. queria tudo bonito, oficial, com boa imagem, melhor som. fui-me deixando entrar. na maneira soberba como está pensada e realizada e interpretada. ontem que terminei, tenho saudades. fez parte da minha vida durante muito tempo. horas atrás de horas que no mesmo sofá, sempre no mesmo sofá, sempre contigo ao meu lado, sempre com as horas atrás de horas a passar. passámos muito tempo juntos. a série e nós. hoje oiço os simples acordes do piano e a simples melodia que diz tanto. uma imagem vale mais que mil palavras, um som vale mais que mil imagens, e é isso que significa uma música de um filme. significar mais que o proprio filme, ou poder viver para além dele. a musica que nos transporta para a dor da perda de um cercano. hoje que terminei, que terminámos, tenho saudades, já tinha dito antes, será porque tenho realmente suadades, já o tinha dito antes duas ou três vezes... porque há coisas que fazem parte de nós. eles são nossos amigos, fazem parte de nós. não quero bastidores, não quero saber que existem para além daquela cara, daquela voz, daqueles olhos. tudo genialmente escrito, pensado, actualizado, retratado, pesquisado. um trabalho notável. uma experiência notável. lost é mais que uma série, é algo mais sério, é o vazio de muitas vidas que apesar de estarem cheias de vida, cheias de vidas continuam ocas, vazias, internamente frágeis. lost é mais que uma série, é uma maneira de dizer que nunca se está realmente bem. há sempre algo que não temos, quem sabe que não existe. lost é mais que uma série de tv, é cinema em estado puro. é cinema em 5D, onde todos os sentidos ficam em alerta. lost é mais que uma série, é um puro retrato de quem somos, o que queremos, o que queremos ser e o que podemos ser. lost é uma lição de vida. lost é um sonho. lost é a prova que a realidade está de mão dada com aquilo que nao sabemos ao certo se é ou não real. a música soa ao fundo, as minhas teclas descansam e oiço de novo os acordes mágicos, tão mágicos que quero mesmo deixar de escrever, para que me deixe ser invadido pela música, pela ilha, pelo mar, por tudo o que me deu, nos deu. adeus.

domingo, 19 de setembro de 2010

Mãos ao ar. rendo-me. Foste à guerra? Tiveste medo? rendo-me


a ti e a mim. rendo-me ao que temos. e o que temos é melhor que tudo o que alguma vez quis ter. só pode ser como as belas canções que ouvimos em repeat. aqui dentro de mim não existe vontade de fazer nada, agora nada. depois se vê. aqui não à nada à espera. as letras estão a sair de mim aos poucos, como aquele dia que te dei de beber por um saco de plástico, pequeno, com um ligeiro corte na ponta. assim tal como nos primeiros dias da tua vida, pudeste beber. assim de simples, assim de primitivo, arcaico. aqui estão as minhas forças. a serem aproveitadas para teclar letras um tanto ou quanto com força e sem direção anunciada. as memórias que por aqui andam. as letras saem a conta gotas porque na minha cabeça não há nada nem ninguém que eu queira agradar, apenas descarregar o que sinto. aqui contrario-me. aqui não há musicas de outros nem coisas que queria ter feito. aqui há eu. aqui existo eu. e tu. e ela que chegará pela luz do dia e abraçará em breve os nossos dedos. depois as nossas mãos, braços, costas, corpo. aqui estaremos só os dois, com aquilo que temos, que é melhor do que alguma vez quis ter, sonhei ter. a vida aqui é diferente. não é pior. é diferente. ainda me habituo à lingua, ao que quero fazer. primavera. se algum dia alguem me ler com atenção perceberá que tudo tem data e dia e hora marcada. eu e tu. nós e ela. acredita. agora rendo-me à voz do david sylvian. e quando ouvi isto ao final da tarde a dormir, a deixar que o meu cansaço se apoderasse dos meus olhos. o claro cansaço. o desejo. o corpo a morrer depois de ter explodido. o cheiro da casa pelo verão. aquele verão que não me lembro bem de que ano foi. aí não pensava em nada mais. apenas em mim. hoje penso em tudo, em todos menos em mim. é como se não houvesse eu. o eu somos nós. o eu quer ser mais que um simples corpo, egoista e com fome de vida. vivi. descobri. caí. jºa fui de cool por aí. estou aqui. aqui estás tu. e sempre estarás tu. eu e tu. e ela. e ele que é mais pequeno que ela. e o nosso piano que ainda precisa de ser mais tocado. eu toco-te. hoje é setembro. hoje domingo de setembro, rendo-me a ti. rendo-me a nós.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

o tecto branco. . .


...que agora se torna demasiado escuro. e as voltas na cama deixam de ser voltas. só os olhos olham em volta. aqui estamos de volta ao teu mundo, aquele que nem tu decides qual é. quem és? o que queres ser quando fores grande? e se nunca cresceres mais que isto? como farás? e se a vida que vives for já demasiada vida para aquilo que sempre pensaste ter? a minha vida é longa, tem mil histórias e mais de mil emoções. mais de mil sensações, bom isto de teres vivido. às voltas na cama penso como começaria um texto se agora o começasse? - o tecto branco que agora se torna demasiado escuro...- e então decidi levantar.me da cama para isso escrever, isso e aquilo que surgirá depois.. aqui tudo está calmo. apenas a tua cabeça anda à roda. não é por nada de especial, apenas duvidas, incertezas, branco ou negro. côr ou preto e branco. o que te chateia não conseguires decidir. . . tu que sempre soubeste tão bem os caminhos mais certos. hoje tudo custa mais. a pressão de estar preso à incerteza, a crueldade da decisão indefinida. branco ou negro. preto e branco ou a cores. a vida tal como a imaginaste? e depois faz tudo ao contrário, desfrutas de ti mesmo sempre que podes. das-te a todos sempre que podes e o melhor que podes. vives para todos o mais que consegues e depois, aqui terminas, só. hoje não estou tão só. são só as duvidas que me deslocam os sentidos do tecto. ontem o tecto branco que me invadia a alma e me deixava ver tudo aquilo que queria ver. hoje o mesmo tecto está mais escuro, mais indefinido, mais só. há uma mancha de uma melga à tua esquerda que vai-se defenindo à medida que os teus olhos no escuro melhor veêm. tu e o teu cru golpe que a esmagaram contra a toalha que no chão tinhas. tu e o teu corpo suado e a glória vontade de mudares o teu mundo, tudo isso e a vingança espelhada na força como que soltaste a toalha em direção ao tecto claro, ontem o tecto claro, hoje os vestigios da tua dor e raiva espelhados num resto morto de um corpo de melga... ao fundo os ruidos de quem não tem mais nada que fazer que andar de mota a grande velocidade. se ao menos isso me enchesse a alma agora. acelaria o mais que pudesse rumo à ponte e depois ao sul e depois ao mar, e depois ao sul e voltava ao mar e depois ao norte e terminaria aqui de novo. o tecto branco que agora me parece mais escuro começa mesmo assim a clarear. começa o dia. aqui começa o teu dia, aqui acaba o teu descanso. não me canso de dizer, estou cansado.. aqui começa uma vida, aqui começa um sonho. aqui acabas. aqui e agora, outra vez, uma e outra vez. não me canso de dizer, estou cansado. aqui e agora, outra vez.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

a água que me escorre pela cara.


a água que me cai pela cara. a água quente que me escorre e me faz acreditar que já passou. tudo passa por algo. todos somos parte de algo. a água quente que me escorre pela cara e me lava a alma. alma lavada. e as lágrimas que se confundem com o quente da água mas que se distinguem pelo sabor salgado. incrivel a maneira como a água que sai do meus olhos se consegue distingir entre tantas outras gotas que caem ferozmente do céu. o meu céu é um chuveiro largo, não demasiado largo. a água que cai do céu faz.me acreditar que já passou. uma vez mais a porta a fechar-se, um adeus amargo e a saída em vão de uma mais valia chamada amor unico. amor unico. amo unicamente uma pessoa. amar do fundo mesmo, daqueles amores que fazem chorar e rir ao mesmo tempo. daqueles amores que nos fazem acordar a meio da noite para olhar ao lado ver se está tudo bem. amor verdadeiro com amor verdadeiro se paga. é essa a equação minima do amor. dou logo recebo. recebo, logo dou. e a água que cai não deixa de ser o puro estado em que me sinto. do alto caio para o chão. e esta minha incerteza de que viver é sempre melhor que deixar de viver. viver-te é sempre melhor que deixar de viver-te. viver-te bem perto de mim. é isso que penso agora. ter.te tão perto, agarrada ao meu corpo, como esta fina camada de água quente que me cobre por completo e que apesar de ser mihares de vezes mais volumosa que as minhas lágrimas não deixo de as sentir. não deixo de estar triste por tudo apostar. não deixo de estar feliz por tudo apostar. uma vida não se perde. uma vida a dois não se ganha, conquista-se. é isso. umas vezes ganhas outras perdes. aos pouco começamos a seguir um caminho, uma luz ao fundo do tunel chamada razão. a minha razão chama.se amor. e por essa mesma razão nao deixo que a água das lágrimas me consuma a alma. não deixo, não tolero, não desisto. nada é mais forte que o destino. quis o destino que eu aqui tivesse debaixo deste chuveiro a pensar a minha vida, sózinho e triste. hoje estou mais triste. amanha se vê.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A vida em quadrados abertos até ao céu. . .


Se amar é rir sem parar e chorar de alegria. então amar és tu. Se amar alguém e fechar os olhos e saber que pensas de igual forma. então amar és tu. Se amar é não lembrar da vid que tinha antes de te conhecer. então amar és tu. Se amar é olhar ao espelho e não imaginar a minha cara, o meu corpo sem que estejas por perto. então amar és tu. Se amar é dizer vezes sem conta que se tudo na vida fosse tão simple como aquilo que sinto. então amar és tu. és tu. só tu.